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Como reduzir as ligações de 'onde está meu pedido?' no delivery

Por que o cliente liga perguntando onde está o pedido e o que resolve: previsão honesta, mensagem de saída, rastreio sem aplicativo e aviso de atraso antes.

Por Equipe Onde Tá·7 min de leitura

Atualizado em

O cliente liga perguntando "onde está meu pedido?" porque não tem outro jeito de saber. Para reduzir essas ligações você precisa dar a ele o que a ligação daria: saber que saiu, saber quanto falta e ter onde olhar. Isso se resolve com uma mensagem de saída bem feita, previsão honesta e um rastreio que abre sem baixar aplicativo.

Não é problema de cliente chato. É problema de informação. No iFood com entrega deles, o cliente vê a motinha no mapa e não liga. No seu WhatsApp ou no iFood Plano Básico, ele não vê nada, e o telefone é a única ferramenta que sobra. Você tira a ligação dando outra ferramenta.

Este post vai do que é grátis e você faz hoje até o que custa R$ 37 ou R$ 47 por mês. Na ordem em que compensa fazer.

Por que o cliente liga perguntando onde está o pedido?

Vale entender a cabeça de quem liga, porque o remédio depende disso.

Ele não sabe se o pedido saiu. A cozinha pode ter esquecido, o pedido pode ter caído, o WhatsApp pode ter ficado sem resposta. A ligação é para confirmar que existe.

Ele não sabe quanto falta. Você disse "40 minutos" e já passaram 38. Ele não sabe se o pedido está virando a esquina ou ainda no forno.

Ele tem compromisso. Vai sair, o jogo vai começar, a criança vai dormir. O pedido precisa chegar antes de uma hora específica, e ele quer saber se vai.

Ele já teve experiência ruim. Com você ou com outro. Quem já esperou uma hora e meia liga aos 30 minutos por precaução.

Ele está com fome. Sério. Fome encurta a paciência. Um pedido de almoço às 12h30 tem um cliente muito mais nervoso que um pedido de sobremesa às 22h.

Repare que nenhum desses motivos é "quero incomodar". Todos são falta de informação. E cada ligação custa: alguém do balcão para, atende, liga para o motoboy, liga de volta. Três minutos por ligação, dez ligações por noite, meia hora de trabalho perdido num horário em que ninguém tem meia hora.

E o WhatsApp está crescendo como canal: na pesquisa da Abrasel divulgada em março de 2025, com 2.176 donos de estabelecimento, o WhatsApp já respondia por 26% do faturamento com delivery. Cada real que sai do marketplace e entra no WhatsApp é um pedido sem rastreio nativo. O problema tende a crescer, não a sumir.

O que fazer hoje, sem gastar nada?

Quatro mudanças de processo, sem ferramenta nova:

1. Confirme o pedido em até 2 minutos. "Recebi, [nome]! Vai ficar pronto por volta das 20h15 e chega até 20h40." Isso mata a primeira ligação, a de "vocês receberam?". Previsão em horário, não em minutos, e com folga.

2. Mande a mensagem de "saiu para entrega" em todo pedido. Toda vez. Com nome, previsão e o nome do entregador. Tem uma lista de mensagens prontas de saiu para entrega para copiar. Salve como resposta rápida no WhatsApp Business e vira coisa de 10 segundos.

3. Prometa com folga e entregue antes. Se a média é 35 minutos, prometa 45. O cliente que recebe aos 38 fica feliz; o que recebe aos 38 tendo ouvido "30" liga aos 31. O post sobre tempo ideal de entrega por segmento ajuda a calibrar a promessa.

4. Avise o atraso antes da pergunta. Se o motoboy ainda não voltou e o próximo pedido vai atrasar, mande a mensagem agora: "vai atrasar uns 10 minutos, nova previsão 21h05". Um aviso proativo é uma ligação a menos e, muitas vezes, uma nota ruim a menos.

Isso já corta boa parte das ligações. O que sobra é o cliente que quer ver, não só ler. Para esse, mensagem não basta.

Como o rastreio tira a ligação do telefone?

O rastreio muda o que o cliente faz nos 30 segundos em que ele se pergunta "cadê?". Sem rastreio, ele pega o telefone. Com rastreio, ele abre o link, vê a moto a quatro quarteirões, fecha e espera. A pergunta continua existindo; a resposta é que muda de lugar.

Para isso funcionar, o rastreio precisa cumprir três condições:

Sem baixar aplicativo. Ninguém instala aplicativo de pizzaria para uma entrega. O rastreio precisa abrir no navegador do celular, a partir da própria conversa do WhatsApp.

Fácil de achar. Um código curto na mensagem, ou um link direto. Se o cliente precisa procurar um e-mail ou lembrar de um número de pedido de 8 dígitos, ele liga.

Mostrar a entrega dele, não a rota inteira. Compartilhar a localização do WhatsApp do motoboy mostra todas as paradas e expõe o telefone dele. Não serve.

É assim que o Onde Tá funciona: o restaurante marca "saiu" no painel, gera um código de 4 caracteres e manda na conversa. O cliente digita ou clica e vê o motoboy no mapa ao vivo, com previsão de chegada, sem baixar aplicativo. O pedido chega por onde sempre chegou: WhatsApp, iFood Básico, telefone. O Onde Tá não é sistema de pedidos; ele entra na hora de entregar.

Nos dois planos, o cliente pode ativar avisos no celular pela própria página, para saber quando a entrega sai e quando está chegando. No plano Inteligente, a página ainda tem a logo e a cor do seu restaurante. Custa R$ 37 ou R$ 47 por mês, sem taxa por entrega e sem cobrança por entregador, com 15 dias grátis e sem cartão. As outras formas de rastrear, das caseiras às pagas, estão em como rastrear o motoboy.

Um limite honesto: no iPhone, se o entregador bloquear a tela, a localização pausa até ele abrir de novo. Combine o suporte de celular na moto com a tela ligada.

E quando o cliente liga mesmo assim?

Vai acontecer. Menos, mas vai. O que muda é o que o balcão faz na hora.

Antes, sem rastreio: atende, pede para aguardar, liga para o motoboy, motoboy não atende porque está pilotando, liga de novo, volta para o cliente com "está chegando". Cinco minutos, dois clientes na fila do balcão olhando.

Depois, com painel: atende, olha o painel do gestor, vê que a moto está a 600 metros, diz "está a dois minutos de você, [nome]". Vinte segundos. E ainda manda o código na sequência: "da próxima vez, é só abrir esse link que você vê ele no mapa".

Duas regras para o balcão:

  • Nunca diga "já está chegando" sem olhar. É a frase que destrói confiança quando o pedido chega 15 minutos depois. Olhe o mapa e diga o que está vendo.
  • Trate a ligação como pedido de informação, não como reclamação. Quem liga aos 30 minutos de um prazo de 40 não está bravo ainda. Responder com a posição real e um tom tranquilo mantém assim.

Se a entrega parou de dar sinal (celular descarregou, sinal caiu), o Onde Tá avisa no painel (plano Inteligente). Aí você liga para o motoboy antes que o cliente ligue para você.

Como transformar a espera em venda?

Este é o passo depois de tirar a ligação: aproveitar que o cliente está com o celular na mão, olhando para a sua página.

No plano Inteligente, enquanto a moto ainda não saiu, a Vitrine da Espera mostra sugestões de itens com foto e preço na própria página de rastreio. O cliente pede pelo WhatsApp em um toque, com o código do pedido na mensagem. A janela fecha quando a moto sai, porque aí não dá mais para incluir na sacola. Quem confirma é o balcão. Não é automático nem invasivo: é a sobremesa que ele esqueceu, oferecida na hora em que ele está pensando no pedido.

Depois da entrega, o cupom da próxima vez pede uma avaliação e libera um cupom automático quando o cliente avalia. Se a entrega passou do prazo prometido, o desconto sobe sozinho para o percentual de atraso. O cupom é queimado no balcão quando o restaurante digita o código. Ou seja: o atraso que geraria uma reclamação vira um motivo para o cliente voltar, sem ninguém do balcão precisar pensar nisso na hora.

O post sobre como aumentar o ticket médio no delivery aprofunda essa parte.

Resumo: a ordem certa de resolver

Se você for fazer uma coisa por semana:

  1. Semana 1: confirmar todo pedido em 2 minutos com previsão em horário, e mandar "saiu para entrega" em todo pedido. Anotar quantas ligações de "onde tá" chegam.
  2. Semana 2: ajustar a promessa de tempo com folga e criar o hábito de avisar atraso antes da pergunta. Comparar o número de ligações.
  3. Semana 3: testar um rastreio que o cliente abre sem baixar aplicativo. O Onde Tá tem 15 dias grátis no plano Inteligente, sem cartão e sem renovação automática após o teste. Mandar o código de 4 caracteres em todo pedido.
  4. Semana 4: olhar o número de ligações de novo e o histórico de entregas do painel. Decidir se fica no Essencial (R$ 37) ou no Inteligente (R$ 47), ou se cancela, mês a mês, sem multa.

O objetivo não é zerar a ligação. É fazer com que quem liga seja exceção, e que o balcão responda em 20 segundos olhando o mapa, em vez de 5 minutos ligando para o motoboy.

Perguntas frequentes

Por que o cliente liga perguntando onde está o pedido?

Porque ele não tem informação. Não sabe se saiu, não sabe quanto falta, não tem onde olhar. A ligação é a única ferramenta que ele tem. Dê outra ferramenta e a ligação cai.

O que mais reduz a ligação de 'onde está meu pedido'?

Duas coisas: a mensagem de 'saiu para entrega' com previsão em horário, e um rastreio que o cliente abre sem baixar aplicativo. A primeira é grátis e você faz hoje. A segunda custa R$ 37 ou R$ 47 por mês no Onde Tá.

Rastreio funciona para pedido que chegou pelo WhatsApp?

Sim. O Onde Tá não é sistema de pedidos: o pedido chega por onde sempre chegou (WhatsApp, iFood Básico, telefone) e o rastreio entra na hora de entregar. Você gera o código de 4 caracteres e manda na conversa.

Devo avisar o cliente quando o pedido vai atrasar?

Sempre, e antes de ele perguntar. Uma mensagem de atraso com novo horário evita a ligação, a reclamação e muitas vezes a nota ruim.

Vale colocar previsão de chegada na mensagem?

Vale, em horário e com folga. 'Por volta das 20h35' funciona melhor que 'em 17 minutos'. Se o rastreio mostra previsão, a mensagem reforça.

Fontes