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Cupom de próxima compra funciona? Quando usar e como não perder margem

Cupom de próxima compra funciona quando tem regra clara: percentual pequeno, validade curta, liberado depois da avaliação e queimado no balcão. Veja como montar.

Por Equipe Onde Tá·6 min de leitura

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Cupom de próxima compra funciona quando tem três regras: é dado para quem já pediu (não para quem está decidindo), tem validade curta e percentual que cabe na margem, e é controlado no balcão para ser usado uma vez só. Sem essas regras, ele vira desconto permanente e o restaurante paga para vender o que já venderia.

A pergunta certa não é "cupom funciona?", e sim "para quem e em que momento". Cupom para atrair cliente novo compete com o iFood, que faz isso com orçamento que você não tem. Cupom para trazer de volta quem já experimentou a casa é outra coisa: o cliente já conhece o cardápio, já sabe que a entrega chega, e o cupom é só o empurrão para pedir de novo esta semana em vez de daqui a um mês.

Este post mostra quando o cupom de próxima compra vale a pena, como definir percentual sem perder margem, como controlar o uso e como o Onde Tá automatiza isso com o Cupom da próxima vez.

Quando o cupom de próxima compra vale a pena?

Vale em três situações.

Depois da primeira compra. O cliente que pediu uma vez ainda não tem hábito. Um cupom com validade de 10 dias faz o segundo pedido acontecer antes de ele esquecer. O segundo pedido é o que mais pesa na recorrência: quem pede duas vezes tem muito mais chance de pedir a terceira do que quem pediu uma.

Depois de um problema. Entrega atrasou, pedido chegou frio, faltou o molho. O cupom entregue na hora, antes de o cliente reclamar, muda a conversa. Custa uma fração do pedido e evita a avaliação negativa pública.

Em dia fraco. Cupom válido só de segunda a quarta traz pedido para o dia em que o motoboy está parado. É diferente de cupom para sexta, quando você já não dá conta.

Quando não vale: como desconto de todo pedido. Se todo cliente sempre tem cupom, o preço real do cardápio é o preço com desconto, e você só está confundindo a conta. Também não vale para cliente que pede toda semana sem cupom: ele pediria de qualquer jeito. Nesse caso, um item de cortesia de vez em quando (uma sobremesa) custa menos e fideliza mais.

Como definir o percentual sem perder margem?

Parta da margem do pedido, não do que o concorrente faz. Pegue o ticket médio, tire o custo dos ingredientes, a embalagem e o motoboy. O que sobra é o teto do cupom, e o cupom precisa ficar bem abaixo do teto para valer a pena.

Um exemplo com números redondos: ticket médio de R$ 60, custo de ingredientes R$ 21, embalagem R$ 3, motoboy R$ 7. Sobram R$ 29. Um cupom de 10% tira R$ 6: sobram R$ 23 em um pedido que talvez não existisse sem o cupom. Um cupom de 25% tira R$ 15: sobram R$ 14, e se metade dos clientes pediria mesmo sem cupom, você perdeu R$ 15 em cada um desses.

Regras para o percentual:

Valor mínimo do pedido. Cupom de R$ 6 só a partir de R$ 50 protege a margem e ainda empurra o ticket para cima.

Percentual ou valor fixo. Valor fixo (R$ 5) é mais fácil de explicar e não cresce com o pedido. Percentual (10%) parece maior para o cliente e cresce junto com o ticket. Para restaurante com ticket alto, valor fixo costuma ser mais seguro.

Sem acumular com outra promoção. Cupom mais combo mais frete grátis é onde a margem some.

Validade curta. 7 a 14 dias. Cupom de 30 dias é esquecido; cupom sem validade é passivo.

Como controlar o uso do cupom no balcão?

O maior problema do cupom não é o percentual, é o controle. Cupom impresso genérico ("10% na próxima compra") vira foto no grupo da família e desconto para todo mundo por tempo indeterminado. Cupom sem baixa é usado duas, três vezes.

O que precisa ter:

Código único. Cada cliente recebe um código diferente. Se o código é o mesmo para todos, não há controle.

Registro de uso. Quando o cliente usa, alguém marca que aquele código foi usado. Pode ser uma planilha, pode ser o sistema. O importante é que o segundo uso seja recusado.

Regra simples para o atendente. "Pede o código, digita, se o sistema aceitar aplica o desconto, se não aceitar não aplica." Sem exceção na correria de sábado.

Validade visível. O cliente precisa ver a data no cupom para sentir urgência e para não discutir quando vencer.

No Onde Tá, o Cupom da próxima vez faz isso automaticamente: o cupom é gerado por pedido, liberado quando o cliente avalia a entrega, e queimado quando o balcão digita o código. Não dá para usar duas vezes. Está no plano Inteligente, R$ 47 por mês.

Como funciona o Cupom da próxima vez do Onde Tá?

O fluxo tem quatro momentos.

O pedido sai. O cliente recebe o código de 4 caracteres e acompanha o motoboy no mapa, sem baixar aplicativo.

A entrega chega. A página de rastreio pede uma avaliação rápida da entrega. É aqui que o cupom é liberado: só quem avalia recebe. Isso faz duas coisas ao mesmo tempo: dá ao restaurante uma nota por entrega e dá ao cliente um motivo para voltar.

Se atrasou, o desconto sobe sozinho. Você define dois percentuais: o normal e o de atraso. Se a entrega passou do prazo prometido, o cupom já vem com o percentual de atraso, sem o cliente precisar reclamar. O restaurante reconhece o atraso antes de a mensagem chegar no WhatsApp.

O cliente volta e usa. No pedido seguinte ele informa o código, o balcão digita no painel, o cupom é queimado. Uma vez só.

O que o restaurante configura: os dois percentuais, o prazo prometido por entrega e a validade. O que não precisa fazer: imprimir, distribuir, controlar planilha.

O que ele não faz: não aplica o desconto no seu sistema de pedidos automaticamente. Quem dá o desconto é o balcão, no canal onde o pedido chegou. O Onde Tá só garante que o cupom é válido e que foi usado uma vez.

Como saber se o cupom está funcionando?

Três números, comparados antes e depois.

Taxa de retorno. De cada 100 clientes que receberam cupom, quantos pediram de novo dentro da validade. Compare com quantos voltavam antes do cupom no mesmo prazo. Se você não tem esse número anterior, comece a anotar agora: sem linha de base não há como provar nada.

Ticket do pedido com cupom. Se o pedido com cupom tem ticket menor que o pedido médio, o valor mínimo está baixo. Se tem ticket maior, o cupom está empurrando o cliente a completar o mínimo, que é o cenário bom.

Custo total do cupom no mês. Soma de todos os descontos aplicados. Compare com o faturamento dos pedidos que usaram cupom. Se o desconto passa de 15% desse faturamento, revise percentual ou mínimo.

Um número extra que o Cupom da próxima vez entrega de graça: a avaliação por entrega. Nota baixa recorrente em um bairro ou horário mostra onde a operação falha, e isso vale mais que o cupom.

Cupom não conserta entrega ruim. Cliente que esperou uma hora sem saber onde estava o pedido não volta por 10%. Antes do cupom, resolva o tempo de entrega e a ligação de onde está meu pedido. Depois, o cupom faz o resto.

O Onde Tá custa R$ 37 ou R$ 47 por mês, sem taxa por entrega e sem cobrança por entregador. O Cupom da próxima vez está no plano Inteligente, com 15 dias grátis e sem cartão. Veja os preços.

Perguntas frequentes

Cupom de próxima compra funciona para restaurante?

Funciona quando o objetivo é trazer de volta quem já pediu, com percentual pequeno, validade curta e uso controlado no balcão. Não funciona como desconto permanente nem quando o cliente já pediria de qualquer jeito.

Qual o percentual ideal de um cupom de próxima compra?

Não existe número universal. O limite é a sua margem: o desconto precisa ser menor que a margem do pedido médio menos o custo de entrega. Para a maioria, entre 5% e 10% em pedido a partir de um valor mínimo. Faça a conta com os seus números.

Como evitar que o cupom seja usado várias vezes?

Cupom com código único por cliente, validade e baixa no balcão. Quando o cliente usa, o atendente digita o código e o cupom é queimado. Cupom genérico compartilhado em grupo vira desconto para todo mundo.

O que é o Cupom da próxima vez do Onde Tá?

É a avaliação pós-entrega com cupom automático. O cliente avalia a entrega na página de rastreio e recebe o cupom. Se a entrega passou do prazo prometido, o desconto sobe sozinho para o percentual de atraso que você definiu. O balcão queima o cupom digitando o código.

Cupom de atraso não é pagar pelo próprio erro?

É reconhecer o erro antes de o cliente reclamar. Custa menos que perder o cliente e menos que responder uma avaliação negativa pública. O percentual de atraso é você quem define.